O rouge virou blush O pó-de-arroz virou pó-compacto O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor A Lycra virou stretch Anabela virou plataforma O corpete virou porta-seios Que virou sutiã Que virou lib Que virou silicone
A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento A escova virou chapinha "Problemas de moça" viraram TPM Confete virou MM
A crise de nervos virou estresse A chita virou viscose. A purpurina virou gliter A brilhantina virou mousse
Os halteres viraram bomba A ergométrica virou spinning A tanga virou fio dental E o fio dental virou anti-séptico bucal
Ninguém mais vê...
Ping-Pong virou Babaloo O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão O espaguete virou Miojo pronto A paquera virou pegação A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping A areia virou ringue A caneta virou teclado O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD O CD já é MP3 É um filho onde éramos seis O álbum de fotos agora é mostrado por email
O namoro agora é virtual A cantada virou torpedo E do "não" não se tem medo O break virou street
O samba, pagode O carnaval de rua virou Sapucaí O folclore brasileiro, halloween O piano agora é teclado, também
O forró de sanfona ficou eletrônico Fortificante não é mais Biotônico Bicicleta virou Bis Polícia e ladrão virou counter strike
Folhetins são novelas de TV Fauna e flora a desaparecer Lobato virou Paulo Coelho Caetano virou um chato
Chico sumiu da FM e TV Baby se converteu RPM desapareceu Elis ressuscitou em Maria Rita? Gal virou fênix Raul e Renato, Cássia e Cazuza, Lennon e Elvis, Todos anjos Agora só tocam lira...
A AIDS virou gripe A bala antes encontrada agora é perdida A violência está coisa maldita!
A maconha é calmante O professor é agora o facilitador As lições já não importam mais A guerra superou a paz E a sociedade ficou incapaz...
Estudo realizado por pesquisadores de universidades da África do Sul e dos EUA comprova que o instrumento favorito do torcedor sul-africano pode causar perda permanente de audição
Os jogadores e torcedores que vão para a Copa do Mundo na África devem colocar um item extra na mala: protetores auriculares. Segundo um estudo realizados por pesquisadores das universidades de Pretória e da Flórida, as vuvuzelas usadas pelos torcedores sul-africanos podem causar perda permanente de audição.
O estudo foi realizado em um estádio de 30 mil lugares que será usado para treinamentos das seleções durante a Copa do Mundo. Antes da partida, válida pelo campeonato sul-africano, 11 torcedores fizeram testes de audição. Depois, entraram no estádio usando um aparelho que pode medir a exposição ao som de cada pessoa e quatro dos voluntários receberam vuvuzelas para usar durante o jogo.
Os equipamentos revelaram que a média de exposição ao som dos participantes foi de 100,5 decibéis, sendo que oito deles tiveram médias acima dos 140 decibéis e o campeão ficou com 144,5 decibéis. Entrevistados pelo jornal News24, da África do Sul, os médicos De Wet Swanepoel, da Universidade de Pretória, e James Hall, da Universidade da Flórida, essa exposição ao som é preocupante. Segundo eles, a legislação sul-africana não permite que um trabalhador comum esteja exposto a uma função na qual ouve sons acima de 85 decibéis. A partir dessa margem, já existe um perigo de perda de audição, que varia dependendo da potência e do período de exposição. Como a escala usada para a medição é logarítmica, a cada três decibéis, o risco de perda de audição dobra.
O estudo não quantifica a perda de audição dos voluntários, mas afirma que ela foi “significativa”. As quatro pessoas que tinham as vuvuzelas foram expostas aos sons mais altos e tiveram a maior perda de audição. De acordo com os médicos, os efeitos foram temporários, mas esse tipo de perda parcial de audição costuma anteceder perdas permanentes.
Na Copa do Mundo, o perigo deve aumentar. “Os jogos da Copa vão ter até 90 mil pessoas, três vezes mais que o estádio usado no estudo”, disse Swanepoel. “É razoável esperar que o barulho será ainda maior nessas arenas”, afirma. Soma-se a isso a possibilidade de muitos torcedores irem a mais de um jogo, tendo uma exposição ainda maior aos altos sons das vuvuzelas.
O governo francês confirmou nesta quarta-feira (21) que vai enviar ao parlamento um projeto de lei que proíbe o uso de vestes muçulmanas como a burca e o niqab em locais públicos
O governo da França confirmou nesta quarta-feira (21) que vai apresentar ao parlamento um projeto de lei para proibir o uso da burca e do niqab, vestes muçulmanas que cobrem todo o corpo da mulher. O debate acerca do tema é antigo na Europa, mas vem crescendo se acirando há alguns meses e a iniciativa do governo pode agravar a situação no continente.
O porta-voz do governo francês, Luc Chatel, fez o anúncio da decisão após uma reunião ministerial e confirmou que o banimento, se aprovado, valerá para “todos os espaços públicos”. Segundo Chatel, o presidente Nicolas Sarkozy avalia que essas vestes “ferem a dignidade das mulheres e não são aceitáveis na sociedade francesa”. O presidente, prosseguiu Chatel, entende que esse não é um problema religioso, mas sim cultural, e pediu que “tudo seja feito de modo a evitar que alguém se sinta estigmatizado”.
A iniciativa de banir a burca e o niqab vem tomando corpo há algum tempo e deve ser objeto de um áspero debate. No mês passado, o Conselho de Estado, braço do Executivo francês responsável por questões administrativas, afirmou que a medida seria inconstitucional pois fere a liberdade individual das mulheres.
Segundo o site do canal internacional France24, a medida proposta por Sarkozy tem vasto apoio entre os congressistas franceses. Em janeiro, um comitê parlamentar francês divulgou um relatório afirmando que o uso da burca e do niqab fere os princípios seculares da França e o princípio da igualdade entre homens e mulheres. A ideia por trás do segundo argumento é que as mulheres que usam essa vestimenta seriam obrigadas a fazê-lo pelo marido, seguidor de uma versão radical do Islã.
A França tem hoje pouco mais de 5 milhões de muçulmanos, que formam a maior comunidade da religião na Europa Ocidental. A imensa maioria das mulheres usa roupas ocidentais ou apenas o hijab, um véu que esconde os cabelos. A burca, que cobre todo o corpo, inclusive o rosto, é usada no Paquistão e no Afeganistão, mas tem pouca penetração na França. Na Europa, as mulheres que seguem versões fundamentalistas do Islã costumam vestir o Niqab, que deixa apenas os olhos de fora. Na França, o número de mulheres que usam essas vestes não chega, segundo um levantamento do Ministério do Interior, a 2 mil, o que levanta questões sobre a real necessidade da lei.
Ao anunciar o projeto de lei, o porta-voz do governo Sarkozy rebateu esse argumento. “Estamos legislando para o futuro”, disse Chatel. “Usar [a burca ou o niqab] é um sinal de uma comunidade se fechando em si mesma e de rejeição de nossos valores”, afirmou.
O projeto de lei do governo francês deve entrar em conflito com outro texto elaborado por parlamentares que já está tramitando no Congresso francês. Chatel não se manifestou sobre o assunto, mas é provável que os dois sejam unidos. Na quinta-feira (22), o parlamento da Bélgica vai votar uma lei semelhante, proibindo que as mulheres usem roupas que cubram todo o corpo e o rosto. Esse tipo de lei deve causar problemas em toda a UE, pois muitos eurodeputados entendem de que a proibição é uma violação dos direitos humanos.
Quem mora lá no morro já vive pertinho do céu. A canção composta por Herivelto Martins em 1942, “Ave Maria no morro”, é um exemplo da relação romântica entre o Rio de Janeiro e a favela. Um amor com final trágico e previsível. Como todos vimos na semana passada, eram pobres e favelados as vítimas da tempestade no Estado. E quem matou essas famílias não foi a fúria das chuvas. Mas governos negligentes, paternalistas, demagogos e irresponsáveis.
O crime mais revoltante foi cometido pelo prefeito Jorge Roberto Silveira, de Niterói.“Eu sabia do lixão ali, mas nunca tinha havido nenhum incidente.” Foi a declaração inocente do prefeito do PDT. Ele comanda Niterói desde 1989, com alguns intervalos para um prefeito do PT. O Morro do Bumba abrigava uma comunidade inteira, com casas, igreja, pizzaria, bares e creche. Tudo sobre um lixão tóxico, desativado em 1986. A comunidade floresceu sob a vista complacente e amiga de Jorge Roberto. A Cedae colocou ali bica d’água. O então governador Brizola levou ao Bumba o programa “Uma luz na escuridão”. Anos depois, a comunidade ganhou quadra de esportes, creche. Brizola virou nome de rua no Bumba. Não dá para acreditar que alguém instruído resolva urbanizar uma área condenada.
O prefeito Jorge Roberto nunca parou para pensar que estava cavando a sepultura de 150 pessoas ou mais, segundo cálculos de moradores.
Por que o lixão desativado não foi cercado por ele? Não era um morro qualquer. Era um amontoado de matéria orgânica que apodrecia e soltava gás metano, um gás explosivo. Aquilo não era um solo. Era uma bomba-relógio. “Você sabe, num país como o nosso, é muito difícil impedir assentamentos irregulares ou remover moradores de áreas de risco”, disse Jorge Roberto. “Tentei o possível, tentei o máximo.” O máximo.
O Morro do Bumba, com sua lama negra de detritos que desceu de uma altura de 600 metros, é o maior retrato da demagogia que pune os pobres. É o resultado da ausência de uma política habitacional para famílias de baixa renda. É a improvisação do salve-se quem puder. É o retrato de gerações de políticos que jamais pensaram a longo prazo, no bem-estar da população e das cidades.
Quem matou as famílias de favelados não foi a chuva. Foram governos negligentes, demagogos e irresponsáveis.
Mas não são apenas políticos. Muitas vezes, é a esquerda-caviar carioca. Ou os gringos de institutos internacionais que vêm fazer tour exótico e social nas favelas para depois tomar champanhe na piscina do Hotel Fasano, de frente para o mar de Ipanema.
Até os nomes das favelas são poéticos. “O que está acontecendo é resultado de anos de demagogia em relação à favela”, diz a antropóloga carioca Alba Zaluar. “É incrível que essas tragédias ocorram em lugares com nomes como Morro dos Prazeres ou Chácara do Céu. As favelas historicamente eram cenários de sambas lindos, espaços de poesia e criatividade. Com o tráfico de drogas, essa visão romântica foi abalada.”
Um barraco pode ser o único patrimônio de uma família. Mas é preciso que o poder público rompa a ideia de que essa afetividade é sinônimo de segurança, em vez de transformar a favela em seu curral eleitoral. “É a própria política que ajuda a construir a noção de que a casa é própria, mesmo que esteja no meio de um barranco que pode cair a qualquer momento”, diz Alba. “E toda a sociedade é conivente com essa ideia.” É a improvisação do salve-se quem puder!
Sonho de qualquer cidadão, a casa própria nasce muitas vezes do tijolo e do ferro doados por políticos – não importa sobre que terreno ou com que engenharia a obra será erguida. “São esses mesmos políticos que, tempos depois, buscarão apoio da Justiça ou organizarão manifestações populares para evitar a desapropriação e a remoção – auxiliados por ONGs e movimentos sociais”, diz Fernando Kerzman, presidente da Associação Brasileira de Geografia e Engenharia Ambiental (ABGE).
“É nesses momentos que a gente se orgulha de ser brasileiro”, disse o prefeito Jorge Roberto, diante da língua negra de lama e lixo apodrecido que soterrou seus eleitores. Não pude acreditar. Ele dizia, na televisão, que tudo estava “sob controle” e se confessava emocionado com a solidariedade do presidente Lula e dos bancos.
Uma pérola visual proporcionada pelo craque Djalminha (que jogou em grandes times do Brasil, da Europa e também na seleção brasileira). A famigerada paradinha na hora de bater o pênalti ganhou uma nova versão. Em vez de ameaçar o chute travando o pé antes de tocar a bola, o ex-jogador dá um rodopio em 360º, deslocando totalmente o goleiro. O problema foi a conclusão, que acabou nas mãos do arqueiro do São Paulo, durante uma partida de showbol entre Flamengo e São Paulo.
-Fiz um gol assim em um jogo de veteranos do La Coruña, na Espanha. O goleiro pulou para um lado, e eu bati no outro. Pena que dessa vez peguei mal na bola, apesar de o giro ter saído certo – afirmou.
“Não podemos salvar o planeta”, diz James Lovelock
O cientista inglês James Lovelock é o cara do movimento ambientalista. Aos 90 anos, ainda mantém sua fama como o pai da teoria de Gaia, criada por ele na década de 70 e segundo a qual a Terra seria um superorganismo vivo capaz de se autorregular. A hipótese se repercute com a força das teses atuais. O mais recente sucesso de bilheteria “Avatar” é claramente inspirado na ideia. Na produção, o planeta Pandora também é capaz de regular seu equilíbrio.
Lovelock é naturalmente polêmico. Ganhou a inimizade das ONGs ao defender a energia atômica e criticar os biocombustíveis. Sua mais nova traquinagem é digna de outro registro cinematográfico. Contrariando ordens médicas, ele vai para o espaço. Foi convidado a embarcar na viagem inaugural da primeira companhia espacial do mundo, a Virgin Galactic, de Richard Branson. Quer ver do alto as alterações que a Terra está sofrendo neste século. E tivemos agora um dos invernos mais frios em muito tempo em todo o hemisfério norte”. Disse mais. Defendeu que mudar os hábitos de consumo para emitir menos gases poluentes e tentar salvar o planeta é “uma bobagem”. Se for salva, segundo ele, a Terra vai se salvar sozinha, que é o que sempre fez.Se é que ele acredita nessas alterações da Terra. Em entrevista ontem à BBC, Lovelock deu novas declarações controversas. “Não houve aumento das temperaturas em nenhum momento.
A matéria na íntegra pode ser vista (com vídeos) aqui.
Evando dos Santos aprendeu a ler sozinho e já ajudou a montar 46 bibliotecas pelo País. Ele, que é conhecido como ``homem-livro``, desembarcou no Ceará para uma série de atividades de estímulo à leitura. Hoje ele inicia palestras em Reriutaba
Você conhece a história do padre Perereca?". Esta pergunta foi feita por um pedreiro sergipano que pouco pisou na escola e aprendeu a ler por conta própria. Hoje, roda o País ministrando palestras e coordena uma biblioteca comunitária no Rio de Janeiro. O acervo conta com mais de 15 mil títulos. Tudo fruto de doações.
Evando dos Santos é apenas o nome de batismo. Ele é conhecido mesmo como ``homem-livro``. E não por acaso. Desde os 15, quando aprendeu a ler com a ajuda do pastor de uma igreja evangélica carioca, nutre uma verdadeira adoração à literatura.
Até fantasia para o personagem existe. A roupa, claro, é confeccionada de capas de livros. ``Sempre vou ser pedreiro. Até morrer. Mas amei o livro antes mesmo de conhecê-lo. Tinha 300 cordéis sem nem saber ler``, lembra. A partir de hoje, o autodidata ministra uma série de palestra no município de Reriutaba, a 290 quilômetros de Fortaleza. Fala a professores e estudantes da rede pública sobre ``O livro e a leitura na vida do cidadão``. À cidade, ele já doou 7.190 volumes para a composição de dua bibliotecas.A primeira na comunidade Riacho das Flores e a segunda na Escola Manoel Rodrigues, no distrito de Amanaira. Evandro foi enviado ao município por meio de um grupo de reriutabenses que mora no Rio. Entre eles, o pastor Francisco das Chagas Ribeiro.
É a primeira vez dele no Ceará. Por conta disso, aproveita para promover o que chama de arrastão literário. Será o sétimo da ``carreira``. No Nordeste, o terceiro. Outros dois aconteceram na Bahia e em Sergipe. O Rio de Janeiro sediou quatro. Aqui, o palco será a avenida Beira Mar. E justamente durante a IX Bienal Internacional do Livro, que ocorre entre os dias 9 e 18 de abril, no Centro de Convenções.
A ideia é percorrer o calçadão e abordar quem passa por lá para falar da importância do livro. A trilha sonora também vem da ``terrinha``. A música ``Mucuripe``, do cantor e compositor cearense Raimundo Fagner, dará o tom da atividade.
Enquanto a canção é entoada, 500 exemplares do manual do trabalhador e 3.000 jornais com a história de Reriutaba serão distribuídos no arrastão. Já na palestra, dez cópias da Constituição Federal, dez do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e dez da Declaração Universal dos Direitos Humanos serão cedidas às famílias. ``Se a gente mudar a história de uma só pessoa com isso, valeu a pena todo o esforço, porque ela vai fazer a diferença no lugar onde vive``, pontua.
CURIOSIDADE E LIVROS
> Aos curiosos: Luiz Gonçalves dos Santos era conhecido como padre Perereca por conta da sua estatura baixa, olhos esbugalhados e corpo franzino. Viveu no Rio de Janeiro, na época do Brasil Imperial e lutava pela independência do País. Estudou retórica, poética, geografia, filosofia, grego e latim, e escreveu várias obras com discursos religiosos e políticos. Sua obra mais importante chama-se ``Memória para servir à história do Reino do Brasil``.
> Enquanto o brasileiro lê 1,8 livro/ ano, os americanos leem, em média, 11. Na França, esse índice é de sete. Na Colômbia, de 2,4/ano por habitante. Não são consideradas obras didáticas e pedagógicas. Quando elas são citadas, a média anual brasileira sobe para 4,7 livros por habitante.
> O Brasil tem 77 milhões de não leitores e 95 milhões de leitores.
> Ao todo, o pedreiro autodidata doou 120 mil livros para a formação de 46 bibliotecas em todo o País.
O compositor e regente de corais Eric Whitacre, americano, recrutou 158 cantores de 12 países para executar uma de suas obras. Só que nenhum deles precisou sair de casa. Os participantes ganharam a partitura da música e cantaram sozinhos, olhando para uma câmera. O coral virtual foi visto 200 mil vezes.
O programa de computador Photoshop ganhou tanta fama na última década que virou sinônimo de manipulação de imagem. Profissionais usam-no para suprimir rugas, celulites e estrias nas fotos das revistas. Na semana passada, a empresa postou um vídeo com uma nova ferramenta do Photoshop, ainda em teste, que dispensa especialização na área. No vídeo, a ferramenta faz coisas como eliminar uma estrada da imagem de um deserto em segundos. Qual é o limite para a manipulação? O vídeo foi visto 500 mil vezes em dois dias. Já se aproxima da marca de 2 milhões.
Paulo Freire representa um dos maiores e mais significantes educadores do século XX. Sua pedagogia mostra um novo caminho para a relação entre educadores e educandos. Caminho este que, consolida uma proposta político-pedagógica elegendo educador e educando como sujeitos do processo de construção do conhecimento mediatizados pelo mundo, visando a transformação social e construção de uma sociedade justa, democrática e igualitária.
Seu pensamento rompeu a relação cristalizadora de dominação, buscando pensar a realidade dentro do universo do educando, construindo a prática educacional considerando a linguagem e a história da coletividade elementos essenciais dessa prática. Seu trabalho revela dedicação e coerência aliados a convicção de luta por uma sociedade justa, voltada para o processo permanente de humanização entre as pessoas onde ninguém é excluído ou posto à margem da vida. Paulo Freire provou que é possível educar para responder aos desafios da sociedade, neste sentido a educação deve ser um instrumento de transformação global do homem e da sociedade.
O principio central da proposta pedagógica do professor Paulo Freire é o da educação transformadora, na qual a educação é uma atividade onde professores e alunos, mediatizados pela realidade que apreendem e da qual extraem o conteúdo da aprendizagem, atingem um nível de consciência dessa mesma realidade, a fim de nela atuarem para transformá-la, ou seja, a principal característica da proposta é refletir sobre a própria realidade, para que seja possível levantar hipóteses e procurar soluções para transformar a realidade.
Paulo Freire rejeitava as tendências que buscam formatar o aluno como ente passivo e mero receptor/repetidor de conteúdos formatados. A experiência revela que os indivíduos assim formatados se tornam medíocres, sem estímulo para a criação. Um educador nega a educação e forma seres de consciência ingênua quando acha que os educandos devem repetir o que ele diz em sala de aula. Isso significa tratar o aluno como objeto e não reconhecê-lo como sujeito do processo educacional.
Diante disso, o homem não é um ser para adaptação, uma vez que adaptar significa acomodar, contrapondo-se a criar e transformar indo contra o ímpeto próprio do ser humano que é a criação.
Agora, vamos traçar um paralelo com o papel dos líderes nas empresas. O líder deve ter um compromisso com a formação e o desenvolvimento das pessoas. Líderes são inconformistas por natureza e, por essa razão, estão sempre em busca de quebrar paradigmas, principalmente aqueles ilustrados pela famosa frase “Aqui sempre foi assim” que caracteriza a repetição eterna de ações e posturas. Seu compromisso deve ser com a transformação das pessoas e da realidade. Seu compromisso deve ser encarar a realidade de frente, por mais que ela seja cruel e pertubadora, atuando com franqueza e com compromisso com a ética e não com a visão míope de pessoas paralisadas pela tentativa de manutenção do status quo.Mo
Deve atuar mais com perguntas do que oferecendo respostas. Questionar é preciso. Diante disso, terá que adotar uma postura mais humilde e menos competitiva com sua equipe. Terá que exercer a função do lider moderno que é transformar o conhecimento em resultados. Deve exercer sua liderança a partir das pessoas que compõem a sua equipe, assim como o educador deve atuar a partir da realidade do educando. Ao invés de impor, deve desafiar sua equipe a buscar soluções para os problemas que surgem no cotidiano das empresas, atuando efetivamente na construção do futuro da empresa. Deve ter o compromisso com a formação de pessoas com espírito critico e questionador das muitas verdades absolutas existentes dentro das empresas.
Durante todo esse processo, deve adotar postura humilde de aprender com seus colaboradores focando nos benefícios da interdisciplinaridade e da troca de experiências que concretizam a idéia da mútua dependência entre as partes e o todo. A relação deve ser horizontal dentro de um processo democrático de aprendizagem mútua, pautada pelo respeito e o diálogo por meio da troca de experiências. Assim como Paulo Freire preconizava que quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender, o líder deve estar preparado para liderar e ser liderado pela sua equipe.
Não estamos mais em tempos da economia industrial, os chamados “Tempos Modernos”, em que o princípio vingente era o da repetição desvinculado do pensamento. Estamos em uma nova economia, a economia do conhecimento, da sabedoria e das pessoas. Isso muda tudo na relação de liderança com as equipes fazendo com que o líder cada vez mais tenha que adotar o papel de educador dentro das empresas, encarando de frente a realidade e buscando a transformação da empresa e o compromisso com a ética e a sustentabilidade.
Passado o receio de que criasse um buraco negro que engoliria a Terra, o bilionário acelerador de partículas está pronto para revolucionar a física
A maior máquina já construída pelo homem começou a funcionar às 10h28 da quarta-feira passada, na Suíça (5h28 em Brasília). Após 14 anos de construção e um investimento de US$ 10 bilhões, um feixe de prótons (núcleo de átomos de hidrogênio) foi disparado a 99,9999991% da velocidade da luz (300.000 quilômetros por segundo) no interior do túnel de 27 quilômetros de circunferência e 3,8 metros de diâmetro do LHC, o Large Hadron Collider (grande colisor de hádrons). “É maravilhoso. O desafio era fazer com que milhares de equipamentos funcionassem com uma sincronização de bilionésimos de segundo. Deu certo”, disse Ignacio Bediaga, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (RJ), um dos 50 brasileiros que participam do projeto. Eles são uma pequena fração entre os 1.700 cientistas e engenheiros de 500 instituições em 60 países que trabalham no LHC.
O projeto é coordenado pela Organização Européia para a Pesquisa Nuclear (Cern). A inauguração oficial do LHC será em 21 de outubro, com a presença de chefes de Estado de vários países. “Achei muita ousadia do Cern fazer uma primeira apresentação em público”, diz Bediaga. Segundo o físico brasileiro, os dirigentes do Cern deveriam testar o LHC em segredo, para verificar se tudo estava funcionando, dado o imenso número de variáveis em jogo. Havia o risco de que alguma das dezenas de novas tecnologias criadas especialmente para a supermáquina falhasse, e a possibilidade de que uma peça defeituosa ou uma solda imperfeita entre as centenas de milhares de componentes botasse tudo a perder. Mas não. Este enorme acelerador de partículas enterrado entre 50 e 150 metros de profundidade, na fronteira com a França, funcionou à perfeição. “É um momento fantástico”, disse Lyn Evans, diretor do projeto desde sua concepção, em 1994. “Agora podemos olhar na direção de uma nova era de compreensão sobre as origens e a evolução do Universo.” Uma ação na Justiça tentou impedir que o LHC fosse ligado. O motivo: temia-se que criasse um buraco negro no qual o planeta desapareceria.
Os aceleradores de partículas são demolidores de átomos. Quanto maior sua potência, mais fragmentos são produzidos – e mais observações de partículas subatômicas podem ser feitas. O disparo do primeiro feixe de prótons do LHC foi o passo inicial nessa trajetória de conhecimento. A partir de novembro, dois feixes com 100 bilhões de prótons circularão em sentidos contrários no túnel, completando 11.254 voltas por segundo. Vão se chocar de frente, criando 40 milhões de colisões por segundo e produzindo uma montanha de dados que será registrada e analisada por 50 mil computadores em Genebra e outras dezenas de milhares em 90 redes ao redor do planeta. “O LHC é uma máquina de descobrimentos”, diz o diretor-geral do Cern, Robert Aymar. “Ele tem o potencial para mudar profundamente nossa visão do Universo.”
Entre os diversos objetivos do LHC, o mundo da ciência espera revelar os mistérios por trás da origem da matéria, lançar luz sobre enigmas até agora insolúveis, como a elusiva matéria escura que comporia a maior parte do Universo. De quebra, podem pipocar dentro do acelerador miniburacos negros – possibilidade que gerou até uma ação na Justiça americana para impedir o LHC de funcionar, por temor de que criasse um buraco que engoliria a Terra – e até novas dimensões do espaço. Quando estiver operando com sua capacidade máxima, o LHC vai gerar níveis de energia que só existiram alguns milionésimos de segundo após o Big Bang, a explosão primordial que deu origem ao cosmo, há 13,7 bilhões de anos.
“Cerca de 95% do que existe no Universo não é conhecido”, diz o italiano Carlo Rubbia, o idealizador do LHC e prêmio Nobel de Física. “Não sabemos o que é a matéria escura nem a energia escura e pensávamos que jamais seria possível descobrir. Agora, temos uma máquina que possibilitará obter respostas.”
O Brasil poderia ter tido um papel mais importante na construção do LHC. Bediaga conta que, em 1991, Rubbia procurou Brasília para atraí-la ao projeto. Era o governo Collor e o ministro da Ciência e Tecnologia era o físico José Goldemberg. A seguinte proposta teria sido apresentada: o Brasil forneceria o nióbio, necessário para os 7 mil supercondutores do LHC. Em troca, metade desses supercondutores seria construída aqui, por indústrias brasileiras e com transferência de tecnologia do Cern. Além disso, o Cern bancaria a presença de centenas de pesquisadores brasileiros em Genebra, várias vezes o contingente atual. “Nossa participação no LHC poderia ter sido muito maior. Mas nada foi feito. É difícil saber de quem foi a culpa. Talvez do regime militar, quando os líderes da comunidade física brasileira foram exilados.” Para Bediaga, os primeiros resultados científicos do LHC não surgirão antes do fim de 2009.
SUPERACELERADOR bate recorde para colisão de partículas
Os cientistas que trabalham no LHC comemoraram bastante quando dois feixes de prótons se chocaram a uma velocidade três vezes maior que a do recorde anterior
Os cientistas do centro de pesquisa Cern (sigla em francês para Centro Europeu de Pesquisa Nuclear), na fronteira entre a França e a Suíça, retomaram nesta terça-feira (30) as tentativas para simular miniversões do Big Bang, evento que teria dado origem ao universo. O maior acelerador de partículas do mundo, o LHC (Grande Colisor de Hádrons, na sigla em inglês), estabeleceu um novo recorde para colisões de alta energia, chegando a 7 teraelétrons volts. O equipamento conseguiu colidir dois feixes de prótons a uma velocidade três vezes maior que o recorde anterior. Projeto de US$ 10 bilhões, o LHC realiza as colisões de feixes de prótons como parte de uma ambiciosa experiência que busca revelar detalhes sobre micropartículas e microforças teóricas.
Os pesquisadores na sala de controle do Cern aplaudiram quando as primeiras coalizões bem-sucedidas ocorreram. Depois de grande tensão à espera da experiência, eles brindaram com champanhe o feito. Vários cientistas pelo mundo acompanham os trabalhos. O LHC foi lançado em 10 de setembro de 2008, mas apresentou problemas nove dias depois. Os reparos e as melhorias custaram US$ 40 milhões, até que o aparelho voltou a operar no fim de novembro.
As colisões causaram temor em algumas pessoas, que temiam riscos para o planeta por causa da criação de pequenos buracos negros - versões subatômicas de estrelas que entram em colapso gravitacional -, cuja gravidade é tão forte que eles podem sugar planetas e outras estrelas. O Cern e muitos cientistas rechaçam qualquer ameaça à Terra ou às pessoas, afirmando que esses buracos negros seriam tão fracos que se desfariam quase logo após serem criados, sem causar problemas.
A energia extra obtida no LHC europeu deve revelar dados sobre algumas questões ainda não respondidas na Física de partículas, como a existência da antimatéria e a busca pelos bósons de Higgs, uma partícula hipotética que, segundo cientistas, daria massa a outras partículas e, com isso, para outros objetos e criaturas no universo.
Os cientistas também esperam analisar, em escala mínima, o que ocorreu nos segundos após o Big Bang, cerca de 14 bilhões de anos atrás.
A Nasa, agência espacial americana, anunciou nesta ter detectado cinco novos planetas fora do sistema solar. A descoberta é a primeira feita pelo telescópio Kepler, lançado ao espaço em março de 2009 para localizar planetas semelhantes à Terra. Batizados de Kepler 4b, 5b, 6b, 7b e 8b, os novos planetas têm temperaturas de até 1.600 graus em suas superfícies. Quatro deles são significativamente maiores maiores que Júpiter, enquanto o quinto se assemelha a Netuno.
Embora todos os cinco sejam grandes e quentes demais para abrigar vida, a descoberta confirma o sucesso da nova tecnologia para a detecção de planetas. "É apenas uma questão de tempo até que as observações nos levem a planetas menores e com órbitas mais longas, cada vez mais parecidos com a Terra", afirma Jon Morse, diretor da divisão de astrofísica da Nasa.
Com preço estimado em US$ 550 milhões, o telescópio possui a câmera de maior resolução já lançada ao espaço (95 megapixels), com alta sensibilidade à luz. Ele é capaz de observar o brilho de 170 mil estrelas simultaneamente e perceber as leves oscilações de luz provocadas pelos planetas quando passam na frente das estrelas. (Confira nesta reportagem de março de 2009.)
O nome do telescópio é uma homenagem ao astrônomo alemão Johannes Kepler (1571-1630). Um dos pioneiros da astronomia moderna, Kepler foi o primeiro cientista a constatar que os planetas têm órbitas elípticas, e não circulares.
Com a realização do Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano, fez sucesso na web um vídeo que mostra como seria a transmissão do jogo nas mãos de cineastas famosos. Entre outros, Quentin Tarantino, com ênfase nas cenas de violência, David Lynch, desconstruindo a narrativa, e até Jean-Luc Godard, em preto e branco e com pensamentos narrados em francês. Foi visto 200 mil vezes em poucos dias.